GILFRANCISCO:
jornalista, professor universitário, membro do Instituto Geográfico e Histórico
da Bahia e, do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e Diretor de
Imprensa da Associação Sergipana de Imprensa. gilfrancisco.santos@gmail.com

As sementes lançadas na Semana de Arte Moderna
ofereceriam frutos opimos durante a década de 30, quando o Romance
caracterizado pelo regionalismo e pela denúncia social trouxe à literatura
brasileira, pela pena de Jorge Amado, Amando Fontes, José Lins do Rêgo,
Graciliano Ramos e Raquel de Queiroz, uma realidade que permanecia escondida:
tipos sociais específicos, geralmente do Brasil rural, vivendo situações
típicas de um país atrasado. Em suma, a literatura regionalista tem um evidente
compromisso ideológico, no sentido de seus autores estarem comprometidos com
uma visão de mundo mais à esquerda (refletindo o fortalecimento do socialismo
na época) ao contestar as estruturas e ao se colocar de maneira deliberada, ao
lado dos desfavorecidos da sorte. Sabemos que, nas primeiras décadas deste
século, o processo de “metropolização” das grandes cidades, principalmente a
modernização da vida e de seus habitantes se desenvolveu rapidamente,
transformando o seu cotidiano. Os modos de viver e conviver nas cidades, de
maneira geral, estava mudando nesses anos com as transformações modernizadoras,
apesar da permanência de elementos do universo rural, cada vez mais rarefeitos.
Na década de 1930, boa parte dessas mudanças e transformações já estava
consolidada.
Estudantes e professores de Direito sempre
publicaram seus escritos em jornais baianos ou revistas, como Nova Cruzada (1901-1910) e Annaes (1911-1914), das duas primeiras décadas do século, O Távola, Samba (1928-1929), Arco & Flexa (1928-1929); nos impressos da Ala das
Letras e das Artes (1938) do médico e jornalista
Carlos Chiacchio, ou o jornal A Tarde,
como no Imparcial e outros periódicos
da terra, inclusive nos Diários Associados
do paraibano Assis Chateaubriand.
Tanto a Academia
dos Rebeldes (1929) como nos
grupos das revistas Samba e Arco & Flexa, formam uma das
ramificações do movimento modernista no Brasil, na Bahia, que segundo Afrânio
Coutinho, “começou a dividir-se em grupos
e gerações sucessivas e correntes divergentes. Graça Aranha foi a principal
causa inicial da desagregação. O Modernismo como grupo desapareceu.”
E como
conseqüência, foram muitos os movimentos simultâneos ou subseqüentes nos
estados: “Em Minas o do grupo Verde
de Cataguases, com Rosário Fusco, Ascânio Lopes, Guilhermino César, Francisco
Inácio Peixoto, Camilo Soares, Martins Mendes, Humberto Mauro; e em Belo
Horizonte, o da Revista, com Carlos
Drummond de Andrade, Emílio Moura, João Alphonsus, Ciro dos Anjos, Abgar
Renault, Pedro Nava, Aníbal Machado, Martins de Almeida, João Dornas Filho,
Mário Matos, Enrique de Resende, etc. Na Bahia, Godofredo Filho, em 1926, de
volta do Rio, apresenta em página de jornal, os novos figurinos poéticos, e
imediatamente, polarizados pela personalidade exuberante do crítico Carlos
Chiacchio, juntam-se a ele outros moços, como Eugênio Gomes, Eurico Alves, Carvalho
Filho, Pinto de Aguiar, Hélio Simões, Ramaiana de Chevalier, Pereira Reis
Júnior, Queirós Júnior, criando a Revista Arco
& Flexa, na linha do “Tradicionalismo dinâmico” de Festa. Outro grupo, “Academia dos Rebeldes” era integrado por Jorge
Amado, Sosígenes Costa, Pinheiro Viegas, Édison Carneiro, Alves Ribeiro, Clóvis
Amorim, Dias da Costa, João Cordeiro e seguia linha independente. No Ceará, o
Modernismo surgiu com a Revista Maracajá,
em 1929 e no Pará, o grupo Flaminaçu,
com Abguar Bastos. No Rio Grande do Sul, o grupo da Madrugada, com Augusto Meyer, Teodomiro Tostes, Vargas Neto,
Miranda Neto, Paulo Gouveia, Moisés Velinho.”
Na década de vinte, muitas revistas foram editadas
na Bahia. Todavia, várias delas tiveram vida efêmera: A Renascença; A Época, de
José Maria Vidal; O Século; A Fita; Rua
Chile, de Carmino Longo; A Nota e
o Álbum, de Florêncio Santos; O Social, de Egberto de Campos Ribeiro e
Florêncio Santos; A Semana; Samba;
Arco & Flexa; Meridiano; Bahia Moderna; Bahia Nova, de Karlos Weber; Letras de Hoje (1929); A Luva (1925-1932); Revista da Bahia, entre outras.
Desenvolvia-se, sobretudo nos setores oficiais, um
largo movimento de propaganda em torna das comemorações do centenário da
independência do Brasil. Tais fatos, somados a dificuldades de comunicação
entre diversos Estados retardaram a divulgação do modernismo no país. De São
Paulo chegavam às sugestões do movimento modernista, tornado público na Semana
de Arte Moderna (fevereiro de 22), ao mesmo tempo em que se intensificava,
fazendo eco a uma preocupação generalizada no Brasil, à pregação em torno do
regionalismo.
Em agosto deste ano, parte do Recife a barca do Curvelo, com destino ao Rio de Janeiro,
uma comitiva para participar do 1º Centenário Internacional de Estudantes, por
ocasião das festas do centenário da independência, tendo como secretário dessa
comitiva o jovem jornalista, Joaquim Inojosa, que resolve estender a viagem até
São Paulo, onde visita a redação do Correio
Paulistano e conhece Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Mais tarde os
contatos se sucedem a Guilherme de Almeida, Tarsila do Amaral e Anita Malfatti.
Joaquim Inojosa retornava em 17 de outubro de
1922, para Recife, com uma estranha bagagem: trazia de São Paulo alguns
exemplares da revista Klaxon e dois
livros: Paulicéia Desvairada, de
Mário de Andrade, e Os Condenados, de
Oswald de Andrade. O modernismo chegava ao norte a Pernambuco, (àquela época, os estados da
Bahia ao Amazonas eram considerados
norte), e ganhavam os primeiros adeptos: Austro-Costa, Godofredo Ramos e Raul
Machado. A Mauricéa, fundada em 1923
– é a segunda revista modernista, pois a primeira foi Klaxon – lhe publicava no número 1, os versos de adesão.
Mais tarde, em 1924, o poeta Ascenso Ferreira
(1895-1965) iria aderir ao movimento, guiado por Guilherme de Almeida
(1890-1969), que pronunciou conferências e recitou seu poema Raça, no Teatro Santa Isabel. No mês de
julho, Joaquim Inojosa (1901-1987) dirigiu aos diretores da revista Era Nova, da Paraíba, uma carta
literária, que seria editada em Recife pelo Jornal
do Comércio em 1924, onde conclamava a juventude paraibana a aderir ao
modernismo.
Um desses exemplares, enviado pelo próprio Joaquim
Inojosa, chega às mãos do escritor baiano, Aloysio de Carvalho Filho
(1901-1970), o qual em carta datada de
20 de outubro de 1924 acusa recebimento do
folheto e parabeniza o amigo,
declarando-se “convencido e entusiasta batalhador da idéia nova.” De Recife chegam também novas revistas
literárias, como Mauricéa, recebida
por Aloysio de Carvalho, conforme o artigo Gente
do Norte, onde ele se refere da seguinte maneira: “Essas duas revistas
trouxeram-me, pois, à alma de moço, um grande contentamento que não saberia
silenciar.” Parece, tratar-se da Revista
do Norte.
Todas essas pistas levam-nos a confirmar que as
idéias modernistas da Semana de Arte
Moderna de 22, chegaram à Bahia via Pernambuco. De maneira acanhada, mas
chegam e se instalam na mente dos jovens acadêmicos boêmios. È aí que surge, a
mais de uma centena de quilômetros de Salvador, o poeta Godofredo Filho
(1904-1992).
O que procuravam os jovens surgiu de Feira de
Santana, da Princesa do Sertão, onde também se encontra perfeitamente ciente e
consciente dos fundamentos estéticos do modernismo, aos quais adaptara a sua
cultura e a sua sensibilidade, iniciando assim, uma obra por todos respeitada. A figura polêmica, o
“bruxo” Godofredo Filho, foi o primeiro dos escritores novos da Bahia, a dar
notícia aos intelectuais do Sul, de que aqui, na Bahia, já pousara e já
contagiara o espírito renovador das letras e das artes.
Em 1925, por intermédio do crítico Carlos Chiacchio,
organizador do grupo “Arco & Flexa”, pela primeira vez em Salvador, a
imprensa estampa em quase uma página do vespertino A Tarde, uma colaboração de
Godofredo: Ironia; Melancolia do
Arrabalde;
Onde o Silêncio dorme; Esta Saudade do adolescente-lírico e
Poço d’água. Poemas nitidamente
modernistas, em sintonia com o movimento de 22, que chocaram a todos e fizeram
com que revistas e jornais daqui, trocassem do que chamaram de “futurista”.
Em 1927, Godofredo Filho encontra-se no Rio de
Janeiro, onde sua participação foi gratificante, recebendo o acolhimento e a
simpatia de grandes nomes do Modernismo, como Graça Aranha, Ronald de Carvalho,
Mario de Andrade e, sobretudo Manuel Bandeira, que projetou suas atividades de
escritor modernista no sul do país, entrevistando-o para O Jornal, periódico de
maior projeção na época.
Bandeira reuniu um grupo de intelectuais numa das célebres noitadas em sua casa
de Santa Tereza: Eugênia e Álvaro Moreyra, Mário de Andrade, Jayme Ovalle,
Prudente de Moraes Neto, Augusto Frederico Schmidt e Rodrigo M. F. de Andrade, para
ouvirem pela primeira vez os poemas de Godofredo Filho.
Logo o seu nome passou a ter livre trânsito pelas
entrevistas sobre arte moderna concedida em 1928 em O Globo, Modernismo
Brasileiro – os conceitos de um jovem vanguardista baiano.
No sul com apenas vinte três anos de idade, Godofredo Filho, convive com a
pintora Tarsila do Amaral e os poetas Jorge de Lima, Murilo Mendes e outros que
já eram notáveis nas letras e nas artes ou seriam mais tarde gloriosos. O certo
é que não devemos ignorar a presença do modernismo na Bahia, negar as adesões
às novas conquistas estéticas, nem a importância da contribuição pioneira, de
um jovem poeta, atento aos novos rumos da arte, em torno de um movimento que
ainda se processava.
1928, ano definido pelo modernismo baiano, hoje
conhecido como o período mais fecundo das nossas letras, é marcado também pelo
lançamento da revista Samba (mensário moderno de letras, artes e
pensamento) do “Grupo da Baixinha” e, em novembro, do primeiro número da
revista Arco & Flexa (mensageiro
da cultura moderna), sob a direção a de Pinto de Aguiar.
A revista Arco & Flexa não albergava
propriamente um “grupo libertário”. Bem ao contrário, era marcada pele
heterogeneidade dos que, no ingênuo propósito de verem publicados os seus
primeiros textos, a ela acorriam. É o que se vê nos cinco números que vieram a
luz, de novembro de 1928 a mês indefinido de 1929 em cinco números contido em
três fascículos.
Arco & Flexa contou com o grande incentivo do
jornalista Carlos Chiacchio, que assinava desde o início do ano, um rodapé
semanal de crítica literária, Homens
& Obras, no jornal A Tarde.
Em setembro de 1929 os membros da Academia dos Rebeldes, liderado pelo
jornalista e epigramista, Pinheiro Viegas (1865-1937), lançam o único número de
Meridiano (revista de vanguarda). Esse mesmo grupo, lançaria mais uma revista,
O Momento (mensário ilustrado informativo), entre 1931/1932.
Um fato curioso ocorreu em 1928, com o livro de
Godofredo Filho, Samba Verde
(coletânea de 13 poemas escritos em 1925), cuja publicação deve-se a Manuel
Bandeira (1886-1968), e que foi editado pelos Irmãos Pongetti. Depois de ter
visto as primeiras provas do livro, não permitiu o autor que viesse a lume,
recolhendo os exemplares antes mesmo do lançamento, sob o argumento de que Samba Verde, não mais representava a
deriva da pesquisa estética. Embora Manuel Bandeira e Ronald de Carvalho
(1893-1935), por documentos escritos lhe louvassem a forma e auspiciassem o
êxito do “esplêndido” verde-amarelismo.
Apesar de ter sido um dos colaboradores da revista
(modernista baiana), Arco & Flexa
nº 4/5, 1929, último número a circular, onde publicou o poema Usina, Godofredo Filho nunca assumiu um
compromisso total de modernidade, pois sua ligação com o movimento modernista
era mais com o grupo do Sul do país. Segundo a ensaísta Ívia Alves, Usina: “Imprime uma atmosfera dinâmica
através da enunciação, aparentemente caótica, sem chegar a uma descrição
fotográfica, Versos brancos. Ritmos vários. Enumeração caótica. Imagens,
sinestesia e aliterações. Aglutinação de vocábulos à maneira modernista.”
Não sabemos o real motivo de somente ter sido
publicado em 1977 o longo Poema da Feira
de Santana, de Godofredo Filho, era bastante conhecido entre seus amigos
mais íntimos, desde 1926. Mas os primeiros livros
modernistas publicados na Bahia, foram Moema
de Eugênio Gomes e Rondas, de
Carvalho Filho, ambos publicados nos primeiros meses de 1928. Em seguida vieram o Poema de Ouro Preto, de Godofredo Filho,
1932 e Mar e outros Poemas, de Hélio
Simões.
O grande crítico literário brasileiro, Agripino
Grieco, num extenso texto, publicado em O Jornal, de 1934, intitulado
“Escritores e Artistas Baianos”, registra
um panorama da literatura baiana, analisando a obra de: Carlos Chiacchio,
Arthur de Sales, Eugenio Gomes, Eurico Alves, Sousa Aguiar, Altamirando Requião
e do próprio Godofredo Filho. Sobre esse último diz o seguinte: “Godofredo é um
místico que ainda não achou a sua mística. Foi na Bahia, o cicerone do Sr.
Manuel Bandeira junto às igrejas e aos quitutes da preta Eva, e é o cantor das
cidades velhas, embora prefira as mulheres novas. Saudoso, compõe umas arietas
sentimentais, tramas aéreas de versos quase incorpóreos que recita com voz
sufocada, de quem está sendo estrangulado pelo garroteador da tela de Goya. Na
virtuosidade do abstrato, Godofredo converte tudo em visão arcaica. É um
alucinado dos séculos esse pobre menino perdido num mundo sem alma, num mundo
de bichos de ferro. Doido pelo acarajé e também pelas vendedoras de acarajé,
sabe toda a Bahia de cor, trecho a trecho bequinho a bequinho. Conhece a cor do
tempo, a cor dos olhos de todas as criaturas. Romântico cantor de Ouro Preto e
da sua Feira de linhas retas, adormecidas na planura, como a bela do conto de
Perrault...”
Os que conseguiram sobreviver a vários temporais
(1922/1928) e ceder às determinações da cultura e da sensibilidade, lutando em
favor da implantação de uma nova ordem literária, só tinham de longe, a imagem
imperfeita do ambiente cultural que os asfixiava, assumindo inconscientemente
uma responsabilidade cuja extensão desconheciam.
Não é nenhuma surpresa, o Modernismo chegar à Bahia
com tanto atraso, pois na Bahia, por motivos vários, imperava uma forte
resistência dos que tentavam sobreviver o neoparnasianismo, que vigorava em
seus últimos arrancos na nossa província. A Bahia sempre foi muito conservadora
e, naturalmente, tudo o que conspirava contra seus valores, sofria a reação.
Sobre essa época, o poeta Godofredo
Filho tem muito a acrescentar: “Por aqui vingavam muitos estilistas, bons é
verdade, mas recalcitrantes. Naquele tempo, eles viviam fascinados pela
eloqüência de nossos gramáticos. Não se pode esquecer, por exemplo, como foi
conservador neste particular das letras e da língua portuguesa em sua pureza
setecentista, Rui Barbosa e tantos outros.”
O significativo momento cultural do modernismo na
literatura baiana veio denunciar ou combater às injunções políticas da época,
haja vista as formas tradicionais cristalizadoras dos talentos literários
seguiam sempre as normas estabelecidas pelos moldes conservadores e
tradicionalistas, em estilo, marcado pela tradição política e religiosa.
A vinculação da Bahia ao passado, na verdade a
oprimia, e nossos escritores não refletiam a inquietação do mundo e reagiam
contra o rompimento de certos diques, como foi a Revolta do Forte de
Copacabana, em 1922. Do ponto de vista da temática da poesia, já não era
possível girá-la sempre em torno de temas românticos, nem de construções
meramente formais.
A expectativa mental do jovem grupo baiano (Arco
& Flexa), era estar em perfeita sintonia, espontânea criação, mas sem
qualquer vinculação, com o que, a respeito do mesmo problema cultural, ocorria
em outras capitais, como o Rio e São Paulo, de onde chegavam as novidades
literárias, através do noticiário escasso da imprensa local. “Só por intermédio
de jornais, chegados por via marítima, com atraso de trinta e mais dias,
poderíamos ter noção precisa do que, com o propósito de renovar em seu conteúdo
e em seu continente toda e qualquer manifestação artística, e em primeiro nível a literária, pretendiam
os escritores novos das cortes do sul.”, segundo depoimento de Carvalho Filho
(1908-1994).
Com o advento do modernismo, a liberdade no plano da
criação literária, trouxe elementos, para entendimentos culturais antes nunca
discutidos, sem esquecer os aspectos políticos e a realidade social. Mesmo com
a introdução desse novo “elemento”, na Bahia, o modernismo foi recebido com
perfil de hostilidade compreensível. O poeta Carvalho Filho, justifica
afirmando que: “É que nos vencia ambiente pesado de falsa cultura clássica em
seu tradicionismo intocável. Foi quando,
por uma atração não de contrários, nos encontramos com Eugênio Gomes (1897-1972),
Hélio Simões (1910-1987), Eurico Alves (1909-1974), Pinto de Aguiar (1910-1991)
e outros, e partimos, afinal de muitas conversas noturnas, que continuavam,
para uma iniciativa que testemunhasse adesão inequívoca à nossa hora, com
ressonância para além da nossa cidadela provinciana.”
Salvador dos fins desta década tinha aproximadamente
250 mil habitantes e marcaria um período de muita inquietação intelectual, como
conseqüência do que se passava nos grandes centros irradiadores da cultura
nacional, localizados no Rio de Janeiro e em São Paulo. Salvador é marcada por
vários acontecimentos culturais e urbanísticos importantes, além dos teatros
que tinham um papel fundamental na vida cultural da cidade: São João,
Politeama, Guarani, Jandaia e o Cine-teatro Olympia.